O seu familiar com demência vê coisas? 8 Estratégias para lidar sem entrar em pânico

Introdução

A mãe diz que vê alguém no quarto. Aponta para o canto da sala e fala com uma pessoa que não existe. Acorda a meio da noite convencida de que há estranhos em casa.

Quando a pessoa com demência vê coisas que não existem, a família fica perdida

A primeira reação é quase sempre negar: "Não está aí ninguém, mãe."
Tentar convencer. Mostrar que o quarto está vazio.

E é exatamente aí que tudo começa a correr mal.

⚡ Resumo Rápido

As alucinações na demência são frequentes, especialmente na Demência com Corpos de Lewy.
Corrigir ou negar não funciona e pode piorar a agitação.
Nem tudo o que parece alucinação é alucinação: pode ser interpretação errada, delírio ou confabulação.
O objectivo não é eliminar a alucinação, é reduzir o medo que ela causa.
A pessoa pode não se lembrar do que viu, mas vai lembrar-se de como se sentiu.

⏳ Tempo de Leitura: 19 minutos

Nos próximos minutos, vamos perceber porque é que a pessoa com demência vê coisas, como distinguir os diferentes fenómenos, e sobretudo o que fazer quando surgem. Não para as eliminar, isso nem sempre é possível, mas para reduzir o medo e proteger a relação.



Por que é que a pessoa com demência vê coisas que não existem

O cérebro com demência está a perder a capacidade de processar informação correctamente. Quando há lacunas, seja na visão, na audição ou na memória, o cérebro tenta preenchê-las com algo que faça sentido para ele. Mesmo que não faça sentido para quem está ao lado.

Em que tipos de demência a pessoa vê coisas com mais frequência

As alucinações visuais são particularmente comuns na Demência com Corpos de Lewy, onde podem surgir desde fases iniciais. São tipicamente muito vívidas e detalhadas: a pessoa pode descrever exatamente o que está a ver, incluindo roupas, cores, movimentos.

No Alzheimer, as alucinações tendem a surgir em fases mais avançadas. São geralmente menos elaboradas, mas podem ser igualmente perturbadoras para a pessoa e para a família.

O que a pessoa com demência vê quando tem alucinações

Quando a pessoa com demência vê coisas, os padrões mais comuns incluem:


Pessoas - frequentemente familiares já falecidos, crianças, figuras desconhecidas à porta ou no corredor.

Animais - gatos, cães, insectos. Por vezes a pessoa tenta afastá-los ou tem medo deles.
Sons - vozes, passos, campainhas, bebés a chorar. A pessoa pode reagir a conversas que ninguém mais ouve.

Sensações táteis - menos comum, mas pode sentir insectos na pele ou toques de pessoas que não estão lá.

Quando tendem a piorar

Os episódios em que a pessoa com demência vê coisas são mais frequentes e intensos:

- À noite e ao final do dia - o cansaço e a baixa luminosidade agravam os episódios.
- Em ambientes com sombras ou reflexos - espelhos, janelas escuras, casacos pendurados podem ser interpretados como pessoas.
- Quando há alterações na rotina - mudança de casa, hospitalização, visitas inesperadas.
- Se houver défices sensoriais - problemas de visão ou audição mal corrigidos fazem o cérebro "adivinhar" mais.

O que esperar ao longo do tempo

A evolução das alucinações varia consoante o tipo de demência e a pessoa.
Na Demência com Corpos de Lewy, as alucinações visuais podem surgir desde fases iniciais e manter-se ao longo da progressão. Podem tornar-se mais frequentes, mas também podem estabilizar ou até diminuir com ajustes ambientais e, quando necessário, medicação adequada.

No Alzheimer, tendem a surgir em fases intermédias ou avançadas. Podem intensificar-se com a progressão, mas não é uma regra absoluta. Há períodos de maior intensidade alternados com períodos mais calmos.

O padrão não é linear. Pode haver semanas difíceis seguidas de semanas mais tranquilas. Mudanças no ambiente, saúde física ou rotina podem fazer os episódios aumentarem ou diminuírem.

A ideia de que "isto só vai piorar" não corresponde à realidade de muitas famílias. Compreender os gatilhos e ajustar o ambiente pode fazer diferença significativa na frequência e intensidade dos episódios.

Alucinação, delírio ou interpretação errada? As diferenças importam

Nem tudo o que parece alucinação é uma alucinação verdadeira. Distinguir ajuda a escolher a melhor abordagem.

Interpretação errada de estímulos reais

A pessoa diz que "há alguém na sala" quando, na verdade, está a olhar para um casaco pendurado num cadeirão. Ou pensa que o reflexo no espelho é um estranho.

O que fazer: Remover ou modificar o estímulo. Retirar o casaco, cobrir o espelho, melhorar a iluminação.

Delírio

Uma crença fixa que não corresponde à realidade, frequentemente acompanhada de desconfiança. "Estão a roubar-me." "O meu marido tem outra mulher." "Querem envenenar-me."

O que fazer: Não argumentar nem tentar convencer com lógica.
Validar a emoção ("Isso deve ser muito preocupante") e redirecionar. Se houver acusações de roubo, procurar o objeto perdido em conjunto.

Confabulação

O cérebro preenche uma falha de memória com informação inventada, mas a pessoa acredita genuinamente no que está a dizer. "Ontem fui trabalhar."
"A minha mãe esteve cá."

O que fazer: Não corrigir. Entrar no mundo da pessoa e redirecionar suavemente.

Alucinação verdadeira

Na demência, ver coisas que não existem acontece com detalhe e convicção.
A pessoa pode descrever exactamente o que está a ver. Para ela, é absolutamente real.

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O erro mais comum quando a pessoa com demência vê coisas

Quando a pessoa diz que vê alguém, o instinto é corrigir. Explicar que não há ninguém. Mostrar que o quarto está vazio. Por vezes junta-se ainda: "Não diga disparates" ou "Isso não existe."

O cérebro de quem cuida tenta trazer a realidade de volta porque isso daria alguma sensação de controlo.
Mas para a pessoa com demência, o que ela vê é absolutamente real. Dizer que não existe é como dizer-lhe que está maluca. A confiança fica comprometida. A agitação aumenta. E a desconfiança pode estender-se a outras áreas do cuidado.

A alucinação não é o problema. A reação à alucinação é que define tudo.
Uma alucinação que não assusta pode simplesmente ser acompanhada com calma. Já uma que gera pânico exige intervenção imediata, mas nunca de confronto.


8 Estratégias práticas para lidar com as alucinações

1. Antes de começar: alinhar toda a família

Um dos maiores obstáculos não é o episódio em si, é a incoerência na resposta. Um familiar valida, outro corrige. A pessoa com demência fica confusa, não sabe em quem confiar, e a família entra em conflito.Reunir todos os cuidadores.

É fundamental que todos compreendam porque não se deve corrigir. Isto inclui filhos, noras, genros, netos mais velhos, cuidadores formais.

Partilhar informação credível ajuda. Muitas pessoas ainda acreditam que "dizer a verdade" é o correto. Explicar que a verdade da pessoa com demência é a dela, não a nossa.


O que dizer - frases combinadas que todos usam:

"Vejo que está preocupada. Estou aqui consigo."
"Eu vou resolver, não te preocupes!"

O que não dizer - expressões proibidas que todos devem evitar:

"Isso não existe."
"Está a imaginar."
"Não diga disparates."

Quem contactar em crise - ter o contacto do médico de família, linha de saúde 24, ou consultor disponível.

Gerir resistências
Haverá sempre alguém que insiste em "dizer a verdade" ou que acha que validar é "mentir". Se não houver acordo, essa pessoa não deve estar presente durante os episódios. Parece duro, mas protege a pessoa com demência de mensagens contraditórias que aumentam a confusão.

Comunicação entre turnos de cuidado
Se há vários cuidadores ao longo do dia ou da semana, criar um registo partilhado simples:

O que aconteceu
O que funcionou
O que piorou

Evita que cada um invente a sua abordagem e permite aprender com os episódios anteriores.

2. Excluir causas reversíveis

Antes de assumir que é "da demência", é fundamental verificar se há causas tratáveis.

Infeção urinária - Uma das causas mais frequentes de confusão súbita e alucinações em pessoas idosas. Pode não haver sintomas urinários típicos.
Medicação - Efeitos secundários ou interações entre medicamentos podem causar alucinações. Se houve mudança recente de medicação, falar com o médico.
Desidratação - A falta de líquidos afeta o funcionamento cerebral.
Dor não verbalizada - A pessoa pode não conseguir dizer que tem dor, mas o desconforto manifesta-se em confusão e agitação.
Défices sensoriais - Óculos desatualizados ou aparelho auditivo com pilhas gastas fazem o cérebro "adivinhar" mais.
Obstipação - Menos óbvio, mas pode contribuir para mal-estar e confusão.

Se as alucinações surgirem de forma súbita, especialmente com febre, prostração ou recusa alimentar, procure ajuda médica.

3. Não confrontar nem corrigir

O tom de voz conta tanto ou mais do que as palavras. Manter a voz calma e o corpo relaxado. A pessoa capta a tensão mesmo quando não compreende as palavras.

Como aproximar-se durante o episódio
A forma como nos aproximamos pode acalmar ou intensificar o pânico.

Posicionamento físico

- Aproximar sempre pela frente, dentro do campo de visão da pessoa
- Nunca por trás ou de lado, pode ser interpretado como ameaça
- Manter alguma distância inicialmente, não invadir o espaço pessoal de imediato
- Baixar ao nível dos olhos da pessoa. Se estiver sentada, sentar também

Tom de voz e ritmo

- Falar devagar, com voz calma e tom mais grave. Vozes agudas podem soar a alarme
- Dizer o nome da pessoa antes de começar a falar
- Evitar frases longas ou explicações elaboradas
- Repetir se necessário, mas sempre com o mesmo tom calmo

Contacto físico

- Não tocar de imediato, especialmente se a pessoa está assustada
- Quando tocar, fazê-lo de forma visível: estender a mão, mostrar a intenção
- Preferir zonas neutras: mão, antebraço, ombro. Evitar cabeça ou tronco
- Se a pessoa rejeitar o toque, recuar sem insistir

Iluminação durante a abordagem

- Acender luz suave antes de falar, não deixar a pessoa no escuro
- Evitar luzes súbitas ou muito fortes, pode aumentar confusão
- Posicionar-se de forma a que a pessoa veja o rosto de quem fala

4. Avaliar se a alucinação é ameaçadora ou neutra

Nem todas as alucinações precisam de intervenção.

Se a pessoa está calma - mesmo que veja coisas que não existem, pode estar a "receber visitantes" sem qualquer perturbação. Nesse caso, não é necessário agir. Acompanhar com serenidade é suficiente. 


Se a pessoa está assustada - o foco deve ser reduzir a ansiedade, e não tentar eliminar a visão. A pergunta não é "como faço para ela deixar de ver?" mas "como faço para ela se sentir segura?"

Quando a pessoa com demência vê coisas reconfortantes

Há situações em que a pessoa vê familiares já falecidos e sente paz. Pode conversar calmamente com a mãe, sentir-se acompanhada pelo marido, "receber visitas" que a reconfortam.

Para a família, isto é desconcertante. A primeira reação é corrigir, talvez com medo de que a pessoa esteja a "perder-se" ainda mais.
Mas se a alucinação não assusta e até traz conforto, não há motivo para intervir. A pessoa pode estar a viver um momento de ligação emocional que, embora não seja real para quem cuida, é profundamente real para ela.

O critério é sempre: a pessoa está em sofrimento ou em paz?

Se está calma, validar e acompanhar: "Que bom que a sua mãe está aí consigo." Não precisa de concordar que a mãe está fisicamente presente, mas reconhece o significado emocional.

Se começa a ficar angustiada porque "a mãe não responde" ou "não a consegue alcançar", aí pode redirecionar suavemente: "A sua mãe era uma pessoa muito especial. Conte-me uma memória de que goste." ou "Ela está ocupada, deve estar a fazer alguma coisa importante". 

5. Reduzir os estímulos ambientais

O ambiente pode desencadear ou agravar os episódios em que a pessoa com demência vê coisas.


- Iluminação - Manter os espaços bem iluminados, especialmente ao final do dia. Usar luz de presença nos corredores e casa de banho à noite.

- Espelhos - Se a pessoa reage mal ao próprio reflexo, cobrir ou remover espelhos das zonas problemáticas.

- Televisão - Imagens intensas, noticiários ou filmes podem ser interpretados como reais. Preferir conteúdo calmo ou desligar.

- Sombras - Casacos pendurados, cortinas a mexer, reflexos em vidros podem parecer pessoas. Reorganizar o espaço.

- Ruídos - Sons vindos da rua, do televisor do vizinho ou de electrodomésticos podem ser mal interpretados.

6. Redirecionar para algo concreto e sensorial

Depois de validar a emoção, mudar o foco suavemente:

"Vamos até à cozinha, preparei um chá."
"Olhe, trouxe-lhe esta manta quentinha."
"Vamos ver as fotografias do álbum?"
"Quer ajudar-me a dobrar esta roupa?"

A distracção funciona melhor quando é concreta e sensorial: beber água, sentir uma textura, ouvir música familiar, mexer num objeto significativo. Ajuda o cérebro a sair do ciclo sem confronto.

Ter objetos ou pessoas âncora identificados
Algumas pessoas com demência acalmam com estímulos específicos que funcionam como âncora emocional.

Objetos de conforto

- Fotografia de familiar específico, frequentemente do cônjuge ou da mãe
- Manta ou peça de roupa com textura reconfortante
- Objecto religioso como terço ou imagem de santo, se a pessoa for crente
- Boneca terapêutica ou peluche. Funciona em alguns casos, não em todos
- Caixa de memórias com objectos significativos

Pessoas específicas

- Identificar quem consegue acalmar mais facilmente. Nem sempre é o cuidador principal
- Pode ser um neto, uma vizinha, o médico de família
- Ter esse contacto disponível para situações de crise
- Por vezes a presença de alguém "neutro" funciona melhor que a família directa

Estímulos sensoriais

- Música específica que a pessoa gosta, não música de fundo genérica
- Cheiro familiar como perfume ou comida a cozinhar
- Textura como acariciar um gato ou segurar algo macio
- Sabor reconfortante como chá doce ou bolacha específica

Como identificar o que funciona

- Testar em momentos calmos, não só em crise
- Registar o que acalmou em episódios anteriores
- Ter esses objectos ou contactos acessíveis e visíveis

7. Registar os episódios em que a pessoa com demência vê coisas

Manter um registo ajuda a identificar padrões e a comunicar com a equipa médica.

Anotar:

Quando aconteceu (hora, altura do dia)
O que a pessoa disse que viu/ouviu
O que aconteceu antes (visita, mudança de rotina, refeição)
Duração do episódio
O que ajudou a acalmar
Se coincidiu com final do dia, noite mal dormida, ou mudança de medicação.

Com o tempo, estes registos revelam padrões: talvez os episódios aconteçam sempre depois do jantar, ou sempre no mesmo quarto, ou sempre que há visitas.

8. Saber quando procurar ajuda urgente

Procure ajuda médica se:

- As alucinações surgiram de forma súbita
- Há febre, prostração ou recusa alimentar
- A pessoa fica agressiva por medo
- Há risco de queda ou fuga de casa
- Os episódios são cada vez mais frequentes ou intensos
- A qualidade de vida está gravemente afectada

O que a pessoa vai lembrar

No fim do dia, o familiar com demência pode não se lembrar do que viu.
Mas vai lembrar-se de como se sentiu.
Se sentiu medo e ninguém a compreendeu, isso fica. Se sentiu que alguém esteve ao seu lado, com calma, isso também fica.
A memória emocional resiste quando tudo o resto falha. A forma como reagimos nestes momentos molda a relação que existe.

Mesmo quando o episódio é exasperante, lembrar: a pessoa não está a fazer de propósito. O cérebro dela está a criar uma realidade que, para ela, é absolutamente verdadeira.

Um plano para os momentos difíceis

Para quem cuida, ter um "plano mental" para estes episódios diminui a sensação de pânico e de solidão:

- Respirar - antes de reagir, respirar fundo
- Aproximar pela frente - nunca por trás, manter-se visível
- Validar - reconhecer a emoção sem confrontar
- Avaliar - a pessoa está assustada ou calma?
- Reduzir estímulos - melhorar luz, afastar do gatilho
- Redirecionar - oferecer algo concreto, sensorial, ou pessoa/objecto âncora
- Registar - depois, anotar o que aconteceu

Com prática, estes passos tornam-se automáticos. E a confiança de saber o que fazer faz toda a diferença.

Síntese Final

Quando a pessoa com demência vê coisas que não existem, não é sinal de loucura.
São o cérebro a tentar preencher lacunas. Para a pessoa, o que vê é absolutamente real.

A estratégia central não é convencer que a alucinação não existe. É validar a emoção, reduzir o medo, e proteger a confiança. Aproximar pela frente, falar com calma, identificar o que acalma, ajustar o ambiente.

Se toda a família responder da mesma forma, a pessoa sente-se mais segura. Se houver registo dos episódios, os padrões tornam-se visíveis. E se houver mudança súbita, procurar ajuda médica sem hesitar.

O primeiro passo não precisa de ser perfeito. Pode ser simplesmente isto: da próxima vez que a mãe disser que vê alguém, não corrigir. Sentar ao lado dela, validar que deve ser assustador, e ficar ali.

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FAQs - Perguntas Frequentes

Quando a pessoa com demência vê coisas é perigoso?

Na maioria dos casos, não são perigosas em si. O risco surge se a pessoa reagir com medo e tentar fugir, cair ou tornar-se agressiva em autodefesa. O objetivo é sempre reduzir o medo e garantir a segurança, não eliminar a alucinação.

Devo fingir que também vejo o que a pessoa vê?

Não é necessário fingir que vê. Mas também não precisa de negar. Pode simplesmente validar a emoção: "Vejo que isso a está a preocupar. Estou aqui consigo." Isto não alimenta a alucinação nem destrói a confiança.

As alucinações significam que a demência está a piorar?

Não necessariamente. As alucinações podem surgir em qualquer fase, dependendo do tipo de demência. Na Demência com Corpos de Lewy, podem aparecer desde o início. No Alzheimer, tendem a surgir em fases mais avançadas. Se houver mudança súbita, vale a pena investigar causas reversíveis.

Devo acordar a pessoa se está a ter um pesadelo ou alucinação noturna?

Se a pessoa está muito agitada, pode ser necessário intervir suavemente. Aproxime-se pela frente, fale com voz calma, acenda uma luz suave. Evite toques bruscos ou acordar de forma abrupta, que podem aumentar a confusão e o medo.

A medicação pode ajudar com as alucinações?

Em alguns casos, sim. Mas a decisão deve ser sempre tomada com o médico, porque certos medicamentos antipsicóticos podem ter efeitos graves em pessoas com Demência com Corpos de Lewy. Nunca altere medicação por conta própria.

Como convencer outros familiares a não corrigir as alucinações?

Partilhar informação credível ajuda. Explicar que corrigir não funciona e pode piorar a agitação. Se alguém insiste em "dizer a verdade", essa pessoa não deve estar presente durante os episódios. Proteger a pessoa com demência de mensagens contraditórias é prioritário.

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